“Pra mudar a sociedade do jeito que a gente quer, participando sem medo de ser mulher”: O 8M como pontapé inicial para implementar uma educação permanente na superação da violência contra as mulheres
- MUká Educacional
- 7 de mar.
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Imagem criada a partir de foto pública*
Resgatar a história das mulheres é uma importante tarefa para uma educação comprometida com a libertação e a emancipação. Ao observarmos o livro didático, por exemplo, encontramos na divisão social do trabalho nas primeiras comunidades, a coleta de frutos e sementes como função feminina. Entretanto, apenas estudos recentes apontam a agricultura como atividade descoberta por mulheres.
Como explica Ceres Hadich (2021), há uma relação histórica entre o feminino e as práticas de cultivo da terra, bem como, a observação dos processos naturais e cósmicos que possibilitaram-nas construir conhecimentos sobre o corpo, os ritmos e os ciclos naturais. Não é à toa que durante muito tempo, elas foram as únicas parteiras, curandeiras e benzedeiras presentes nas comunidades, práticas ainda valorizadas entre os povos tradicionais. Em seus estudos, Abdullah Öcalan (2016) afirma que muitos dos métodos, ferramentas e equipamentos que conhecemos hoje, tem sua origem nas invenções e descobertas, provavelmente, das mulheres durante o Neolítico. Um protagonismo silenciado e invisibilizado pela ciência moderna, a educação tradicional e os grupos conservadores.
Rose Marie Muraro (2020) destaca que, graças ao acúmulo de conhecimentos milenares, mulheres destacaram-se como cultivadoras de ervas, inventaram chás, tornaram-se parteiras, desenvolveram as primeiras técnicas de medicina popular, indo de casa em casa, de comunidade em comunidade levando curas para o corpo e a alma. Com o passar do tempo, começaram a organizar encontros para trocar experiências e foram se fortalecendo como lideranças em suas comunidades, adquirindo admiração e respeito, principalmente, da população mais humilde.
O avanço da reforma protestante na Europa, ocasionou a organização de revoltas populares e camponesas, muitas destas, lideradas por mulheres. A Igreja Católica, os senhores feudais e a monarquia, que defendiam a centralização do poder na figura masculina-cristã, sentiram-se afrontados diante dessa afronta feminina (Muraro, 2020). No livro O martelo das feiticeiras, de Heinrich Kramer e James Sprenger (2020), inquisidores católicos constroem uma narrativa que coloca estas lideranças como feiticeiras, cúmplices íntimas de satã, que deveriam ser aprisionadas e sacrificadas em fogueiras em praça pública. Este ritual, acabou por silenciar familiares, vizinhas, amigas ou aquelas que, ao observarem de longe, temiam ter o mesmo fim.
Sílvia Federici (2017) fala sobre a forma de identificação das bruxas, dentre as quais aponta a mulher rebelde, aquela que respondia, que não silenciava diante das injustiças, violências e opressões e não chorava frente ao castigo dos poderosos. Traços de uma personalidade forte, desenvolvida, especialmente entre o campesinato, na luta contra o poder feudal e da igreja. Atuando à frente dos movimentos considerados heréticos, muitas vezes organizados em associações femininas, estas mulheres apresentavam uma ameaça à autoridade masculina e à Igreja. É importante ressaltar como a figura da bruxa, ainda hoje é propagada por meio dos clássicos da literatura infantil e dos filmes, fortalecendo uma visão estereotipada da mulher destemida e corajosa.
A chegada dos europeus ao continente americano, mais especificamente na América Latina, dá início a um processo nomeado por Julieta Paredes (2020) de entroncamento patriarcal, que é o cruzamento entre o patriarcado ancestral já vivenciado entre os povos colonizados e o patriarcado ocidental, trazido pelos colonizadores. Este entroncamento aumentou ainda mais a opressão e o sofrimento das mulheres indígenas, negras e posteriormente, brancas. Outro ponto, é que não podemos esquecer que o fenômeno da miscigenação, por vezes romantizado, evidenciando apenas a beleza da mistura de raças, deu-se a partir da violação dos corpos femininos pelos europeus.
Entre diferentes povos e em todas as partes do mundo, o sistema patriarcal foi se estruturando de forma a colocar o poder e domínio nas mãos dos homens, delegando às mulheres a responsabilidade pela procriação, o papel de cuidadora da família, a obediência e a submissão à figura masculina. Com o capitalismo, esta situação tornou-se ainda mais útil, tendo em vista que, em muitos casos, é o trabalho exaustivo da dona de casa que garante ao homem a possibilidade de trabalhar fora. Além disso, a inserção feminina no mercado de trabalho deu-se, inicialmente, a partir da visão de que estas seriam obedientes aos patrões, uma vez que, desde pequenas já estavam sendo educadas por diferentes instituições sociais (família, igrejas, escola, entre outras) para obedecerem às determinações da figura masculina.
O tempo passou e elas mostraram sua capacidade de organização, inclusive em associações, sindicados, grupos de mulheres, na luta contra a dominação e exploração do sistema capitalista. Por outro lado, passar a trabalhar fora, mesmo que por dois expedientes e com filhos, na maioria dos casos, não assegurou a divisão justa das tarefas dentro do lar, o que aumentou ainda mais a sobrecarga de atividades.
Estas e tantas outras situações de opressão sexual e de gênero, submissão, invisibilização, negação do protagonismo e desvalorização do trabalho e exploração, tem ocasionado a organização dos Movimentos de Mulheres e do Movimento Feminista, com suas mais variadas vertentes, grupos e ondas, cada um(a) marcado por muitas especificidades, cuja dimensão não é possível aprofundar neste texto.
Em relação a organização das trabalhadoras rurais, pesquisas apontam a década de 1980 como marco inicial, a partir do pioneirismo das regiões Nordeste e Sul, conforme pontuamos a seguir:
No início da década 1980, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape) realizou o 1º Congresso da Mulher Pernambucana;
É formado o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE), que agrega movimentos de trabalhadoras rurais já existentes em vários Estados, com destaque para o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central/PE e Movimento de Mulheres do Brejo Paraibano;
Em Chapecó, Santa Catarina tem início o Movimento de Mulheres Agricultoras, que a partir de 2004 ganha dimensões nacionais tornando-se o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC Brasil);
Outro acontecimento marcante é o assassinato, em 1983, da líder paraibana Margarida Alves, primeira mulher a assumir a presidência de um Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Sua morte tornou-se um marco na luta pelos direitos das trabalhadoras rurais e inspirou a criação da Marcha das Margaridas. Organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o evento acontece em Brasília e reúne participantes de vários países, sendo considerada atualmente, a maior mobilização de mulheres da América Latina.
Entre as décadas de 1980 e 1990, representante do MMTR-NE participaram dos Encontros Feministas Latino Americanos e Caribenhos (EFLAC), em Bertioga/BR (1985) e San Bernardo/ AR (1990). A partir daí, resolveram fundar a Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (RedeLAC), protagonizando uma história que nasce no nordeste brasileiro e alcança dimensões continentais. A RedeLAC é uma instituição que tem se destacado na mobilização e na luta pelos direitos das mulheres rurais. Apoiada por instituições como a Organização dos Estados Americanos – OEA, conseguir a aprovação, em 2023, da Declaração Oficial da Década Interamericana pelos Direitos de Todas as Mulheres, Adolescentes e Meninas em Ambientes Rurais das Américas – 2024 a 2034, que tem por objetivo: promover medidas progressistas para o avanço de todos os seus direitos e a erradicação de todas as formas de discriminação que enfrentam, permitindo-nos continuar contribuindo para o desenvolvimento de nossos países e continuar sendo guardiãs e zeladoras da vida, da alimentação e da natureza.
Conforme informações da RedeLAC, trata-se de um mecanismo para assegurar a vontade humana, técnica e política dos tomadores de decisão a fim de garantir os direitos consagrados em acordos internacionais como a CEDAW, a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a Agenda 2030, as Diretrizes Voluntárias sobre Igualdade de Gênero e Empoderamento de Mulheres e Meninas no Contexto da Segurança Alimentar e Nutricional do Conselho Centro-Americano de Segurança Alimentar, entre outros.
Ainda na década de 1990, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou o I Encontro Nacional das Mulheres Militantes do MST, que originou o Coletivo Nacional de Mulheres, sendo o primeiro movimento social do campo a tomar esta iniciativa. Junto a outros movimentos sociais, o MST organiza a Via Campesina Internacional, com o objetivo de construir um sólido senso de unidade e solidariedade entre povos do campo de diferentes regiões do globo.
Em 1994, é instituída oficialmente a Coordenadoria Latino-americana de Organizações do Campo (CLOC – Via Campesina), composta atualmente por 81 instituições. Com o propósito de desenvolver entre as organizações membros, a solidariedade, a cooperação e a unidade na diversidade, tem a equidade de gênero como uma das suas bandeiras de luta. Em 1997, durante o II Congresso da CLOC, aconteceu uma assembleia de mulheres rurais. Um espaço onde foram discutidos temas e reinvindicações próprias, apresentadas ao conjunto dos movimentos ali presentes. A partir daí, as mulheres resolvem constituir a Assembleia de Mulheres da CLOC – Via Campesina.
O 8M e o papel da educação na transformação da sociedade: o que pode a escola?
O Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, representa a luta feminina por direitos e igualdade. A data está ligada aos movimentos operários do início do século XX. Em 1908, cerca de 15 mil mulheres marcharam em Nova York reivindicando melhores condições de trabalho, redução da jornada e direito ao voto. Esse movimento inspirou a criação do primeiro Dia Nacional das Mulheres nos Estados Unidos, em 1909. Em 1910, durante a Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, a ativista Clara Zetkin propôs que a data se tornasse um evento global. A proposta foi aceita e, em 1911, diversos países passaram a celebrar o dia como um marco das lutas femininas. No entanto, foi somente em 1975 que a ONU oficializou a data, fortalecendo sua importância.
Trata-se de uma luta permanente, que não deve limitar-se apenas a uma ação pontual. Mas, a um conjunto sistemático de atividades a serem realizadas ao longo do ano e por todos os anos, a fim de impactar a sociedade, no sentido de promover uma transformação nos comportamentos machistas, misóginos e patriarcais, tão presentes em nosso meio e pôr um fim a esta triste escalada de violência, alimentada cotidianamente nas redes sociais, nos filmes e nas músicas que nos colocam em condição de inferioridade, que alimentam o desrespeito e a violência contra a mulher.
Como abordam Siluanna Araújo e Simone Carvalho (2022), o campo acaba sendo o espaço onde fatores histórico-culturais (machismo, patriarcado, etc), geográficos (distâncias, mobilidade espacial, etc), econômicos (pobreza, dependência financeira, etc), podem viabilizar a violência, uma vez que o isolamento geoespacial, agravado pela inexistência/ ineficácia de uma rede de proteção que chegue até elas, constitui um desafio ainda maior que em áreas urbanas.
Tendo em vista o avanço dessa triste realidade que não respeita laços familiares, faixas geracionais, classes sociais, grupos étnico-raciais, religiosidade, orientação sexual, entre outros, é urgente o despertar para uma grande mobilização que articule estratégias de educação escolar e não escolar, alcançando de forma positiva as diferentes esferas da sociedade. Como nos ensina o grande mestre Paulo Freire (2014, p. 77): “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Não precisamos apenas de mensagens, flores ou homenagens pontuais. Queremos e exigimos respeito e essa é longa construção, para a qual convocamos todas as pessoas, em todos os espaços educativos escolares e não escolares.
A seguir, partilhamos algumas sugestões daquilo que pode ser feito:
A escola é um dos espaços essenciais na construção de um outro mundo possível. Apesar de não conseguir dar conta dessa tarefa sozinha, ela tem uma grande contribuição na formação das novas gerações. A começar pela educação preventiva, por meio de uma abordagem contínua, realizando projetos e inserindo no currículo temáticas que possam dialogar com as diversas áreas de conhecimento, ampliando a compreensão da problemática, suas origens, causas, consequências e formas de prevenção da violência. Temáticas como a Lei Maria da Penha, campanhas sobre a equidade de gênero, o respeito, a empatia, a desconstrução de estereótipos, a superação da misoginia e do machismo a divisão justa do trabalho doméstico são importantes neste processo.
Para 2026, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), lançou a campanha do Ano Internacional da Agricultora para acelerar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres nos sistemas agroalimentares. A campanha pretende destacar as realidades enfrentadas pelas agricultoras e impulsionar reformas em políticas e investimentos para avançar na igualdade de gênero, empoderar as mulheres e criar sistemas agroalimentares mais resilientes.
Algumas datas estratégicas podem ser aproveitadas pela escola para refletir sobre relações de gênero e o papel das mulheres camponesas na sociedade:
11/02 - Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
24/02 - Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil (1932)
08/03 - Dia Internacional da Mulher
31/03 - Dia Internacional da Visibilidade Trans (refletir sobre as mulheres trans)
25/07 - Dia Nacional da Mulher Negra Tereza de Benguela e Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
28/07 - Dia do Agricultor e da Agricultora
07/08 - Lei Maria da Penha
15/08 - Dia da Gestante
19/08 - Dia Nacional do Orgulho Lésbico
26/08 - Dia Internacional da Igualdade Feminina
29/08 - Dia Nacional da Visibilidade Lésbica
06/09 - Dia Internacional de Ação pela Igualdade da Mulher
14/09 - Dia Latino-Americano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação
18/09 - Dia Internacional da Igualdade Salarial
10/10 - Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
12/10 - Dia Internacional da Mulher Indígena
15/10 - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora Rural
19/11 - Dia do Empreendedorismo Feminino
25/11 - Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres
06/12 - Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Formação continuada da equipe profissional: para que possamos atuar de forma consciente no enfrentamento a violência contra a mulher, todas e todos que atuam no ambiente escolar precisam de preparo, não só em relação as temáticas a serem abordadas, mas, na capacitação para identificar sinais de violência e dialogar com as(os) estudantes.
Construção de parcerias com as redes de apoio e de enfrentamento a violência e demais instituições parceiras: a criação de espaços seguros para rodas de conversas, escuta e debates é essencial ao processo formativo. A escola pode articular parcerias com o poder judiciário, o ministério público, a segurança pública, profissionais da saúde, psicólogas(os), secretaria da mulher, instituições de ensino superior, entre outras que vem realizando ações de apoio e enfrentamento a violência.
Intercâmbios, visitas a comunidades e/ou grupos liderados por mulheres. Entrevistas com lideranças femininas, mulheres idosas que são referências em seus espaços de atuação, pesquisas sobre as parteiras e benzedeiras que atuaram/atuam nas comunidades.
Parceria com as famílias e comunidades: uma mudança importante e que depende de cada um nós, enquanto membros de uma família, é em nossa casa. O lar, como espaço sagrado de aconchego, acolhimento e segurança, deve também ser o lugar da justiça social, do cuidado recíproco, da divisão justa de tarefas domésticas e da solidariedade. A educação é internalizada por meio de exemplos e não de ordens vazias e autoritárias, numa lógica "faça o que eu digo e não faça o que eu faço'. Exemplos levam nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos a compreenderem aquilo que deve ser feito na construção de um ambiente saudável, fraterno e livre de violências. Portanto, quanto mais as famílias e comunidades participarem de atividades na escola e se comprometerem em mudar o ambiente doméstico, mais resultados serão alcançados.
As instituições religiosas também são essenciais nessa luta. O alarmante número de mulheres violentadas por líderes religiosos tem mostrado que este espaço, lamentavelmente, tem sido utilizado como cortina de fumaça por homens que não tem nenhum compromisso com o sagrado. Mas, apenas em satisfazer sua ganância por posição, poder e controle de grupos dentro de igrejas. É urgente resgatarmos a essência da fé, principalmente, cristã e questionarmos pessoas que usam estes espaços para autopromoção e propagação de violências.
Estas são algumas das atividades que podem ser desenvolvidas ao longo do ano, no sentido de trabalhar o enfrentamento a violência contra a mulher, bem como, o reconhecimento, a valorização e o empoderamento destas. É importante evidenciar as potencialidades, aquelas que se destacam, que são exemplos de luta e superação.
Por fim, resgatamos a definição de Educação do Campo proposta por Roseli Caldart (2008). Para ela, trata-se de um conceito em construção que reúne três dimensões: A negatividade, no sentido de denúncia, de dar um basta e de lutar contra. A positividade, uma vez que a denúncia não é uma espera passiva, mas se combina com práticas e propostas concretas do que fazer, do como fazer: a educação, as políticas públicas, a produção, a organização comunitária e a escola. E a superação, enquanto projeto e utopia direcionada a uma outra concepção de campo, de sociedade, de relação campo e cidade, de educação, de escola, numa perspectiva de transformação social e de emancipação humana.
Assim, entendemos que é impossível alcançar um outro projeto de sociedade, sem que sejam repensadas as relações entre os seres humanos e a superação da violência contra a mulher.
Parafraseando Lia de Itamaracá, na canção Minha Ciranda (2000)
Essa ciranda não é minha só,
Ela é de todas nós, ela é de todos nós!
A melodia principal quem guia
É a união da voz, a voz de todas nós.
Pra se dançar cirandaJuntamos mão com mão
Formando uma roda
Cantando uma canção
Para libertação,
Respeito e união.
Para libertação,
Respeito e união.
Na certeza de contarmos com vocês, desejamos a cada uma e cada um, a coragem e a determinação necessárias para assumirem-se enquanto seres
da mudança!
Sobre a autora
Simone Salvador de Carvalho é estudante desde sempre e professora por opção. Mestra e doutoranda em Educação Contemporânea na UFPE. Técnica formadora na GRE-SMI/ Arcoverde e professora na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde - AESA. Membro do Observatório dos Movimentos Sociais da América Latina e do Núcleo de Pesquisa, Extensão e Formação em Educação do Campo, ambos na Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico do Agreste. Pesquisadora sobre Movimentos Sociais do Campo, Educação do Campo, Feminismo Latino-Americano e Caribenho.
Colunista MUká.
Referências
ARAÚJO, Siluanna Maria. CARVALHO, Simone Salvador. Violência contra a mulher campesina: Um fenômeno (in)visível? In: RODRIGUES, Cibele Maria Lima. TAVARES, Mauricio Antunes. (Orgs.) Construção de saberes, práticas e lutas pela afirmação de direitos. Campina Grande: Realize Editora, 2022.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução: Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017.
FERNANDES, Fernanda. A história da educação feminina. 2019.Disponível em https://www.multirio.rj.gov.br/index.php/reportagens/14812-a-historia-da-educacao-feminina Acesso em 20 de mar/2025.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Paz e Terra, 2014.
KRAEMER, H. SPRENGER, J. O martelo das feiticeiras, Malleus Maleficarum - escrito em 1484 pelos inquisidores. Tradução de Paulo Fróes, Rosie Marie Murara. 5. ed. Rio de Janeiro: BestBolso, 2020.
MURARO, R. M. Introdução. In: KRAEMER, H. SPRENGER, J. O martelo das feiticeiras, Malleus Maleficarum - escrito em 1484 pelos inquisidores. Tradução de Paulo Fróes, Rosie Marie Murara. 5. ed. Rio de Janeiro: BestBolso, 2020.
PAREDES, J. Para descolonizar el feminismo: 1492 – Entronque patriarcal y Feminismo Comunitario de Abya Yala. La Paz, Bolivia: Moreno Artes Grafícas, 2020.
REDE DE MULHERES RURAIS DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE (REDELAC). Década Interamericana pelos Direitos de Todas as Mulheres, Adolescentes e Meninas em Ambientes Rurais das Américas, 2024 – 2034. Disponível em https://www.mujeresredlac.org/declaratoria-decada-de-mujeres-rurales Acesso em 04 mar. 2026.
*imagem original disponível em: https://www.saedf.org.br/index.php/noticia/marcha-das-margaridas-devido-a-pandemia-nao-acontecera-em-2021-mas-a-luta-permanece-viva/




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